Uncategorized · Writing

Distrações

Todos os nossos dias são corridos, não importa o que façamos, sempre parece que o dia deveria ter ao menos 30 horas. O que é um pouco bizarro nos dias que não surgem tantas coisas para resolver, deveriam ser dias calmos, demorados, mas não são. Talvez a gente não se dê conta exatamente do tempo, ele é bem relativo, quando estamos numa tarefa legal, ele voa, quando é algo chato, ele se arrasta lentamente.

A questão é que de uma forma ou de outra, estamos sempre fazendo algo, seja útil ou não. Espera, algo não útil? Como pode? Com tantas coisas que tenho para fazer, como eu iria conseguir ocupar algum tempo com coisas inúteis? Impossível.

Não, na verdade é bem possível, quase que tradicional, no dia-a-dia de qualquer pessoa. Quanto tempo passamos relembrando coisas que não temos como resolver? Quanto tempo passamos rolando a Timeline de redes sociais sem nenhum objetivo específico? Quanto tempo passamos em uma conversa que não passa de um bate-papo? Calma, não estou aqui pregando que devemos eliminar todas essas práticas, mas concorda comigo que existe um limite?

Nossas vidas passam com distrações, coisas que passamos uma ou duas horas do dia fazendo para absolutamente nada, por absolutamente nada. As distrações geralmente levam tempo e nada dão em troca, e a desculpa mais usada para se mergulhar nela é: trabalhei/estudei muito hoje, preciso de um descanso, eu posso me dar esse presente.

Sim, você precisa descansar, mas não incontrolavelmente, muitos deixam de terminar coisas, aprender outras e atingir níveis maiores por estarem extremamente distraídos. Precisamos urgentemente aprender a controlar nosso tempo, a identificar quando uma distração está nos impedindo de atingir algo maior, já que nós somos os responsáveis por tudo o que acontece, tudo o que melhora.